Exposies

Fabio Morais - Retrato V.t.d. / Coletiva - Imagem não Imagem

DE 15/09/2003 - 14/10/2003 A

 

Release

A Galeria Vermelho apresenta, de 13 de setembro a 4 de outubro, a exposição Imagem Não Imagem, coletiva com curadoria de Christine Mello e a exposição individual Retrato V.t.d. de Fabio Morais.

A coletiva reúne trabalhos de Arlindo Machado, Bruno de Carvalho, Corpos Informáticos, feitoamãos/ F.A.Q., Lucas Bambozzi,  Luiz Duva, Neide Jallageas, NeoTao, Simone Michelin, e Spetto.

Imagem Não Imagem reúne criadores do campo da artemídia, que produzem trabalhos a partir do meio videográfico, digital e telemático, tendo como referência o filme Complemento Nacional, de 1978, de Arlindo Machado. A idéia curatorial parte da observação de caminhos e rupturas na cena contemporânea, que dialogam com as técnicas de apropriação e sampleamento das imagens e sons, bem como com a discussão do copyright, entrecruzando meios como o vídeo, o computador e a internet, baseadas em mecanismos experimentais de produção da imagem.

Trata-se de um jogo curatorial , onde Christine propõe aos artistas que produzam um trabalho a partir da obra de Arlindo Machado. Ela coleta estes trabalhos, edita em uma só fita, e redistribui aos artistas, para que os trabalhos finais sejam vídeos individuais resultantes da produção do grupo. Surge uma situação compartilhada de autoria, de reprocessamento, de remixagem e imprevisibilidade.

Bruno de Carvalho (Rio de Janeiro) - artista proveniente da área de Comunicação e dos cursos da Escola de Artes Visuais do Parque Laje, no Rio de Janeiro, que associa em sua produção tanto trabalhos de vídeo e videoinstalação apresentados no circuito tradicional da arte, quanto em eventos alternativos.

Corpos Informáticos(Brasília) – grupo coordenado por Bia Medeiros desde 1992 em torno à performance, à videoarte e à Internet. Possuem um extenso trabalho investigativo na área do vídeo, videoinstalação, videoperformance, net art e teleperformance (performance na Internet).

feitoamãos/F.A.Q., (Belo Horizonte) – grupo que reúne artistas do campo da videoarte desde os anos 80, e que se reúnem hoje na realização de ações coletivas e no vídeo ao vivo, como uma proposta de cinema expandido, procurando estabelecer um maior relacionamento entre a música e a imagem. É formado por: André Amparo, Cláudio Santos, Lucas Bambozzi, Marcelo Braga, Rodrigo Minelli e Ronaldo Gino.

Lucas Bambozzi (São Paulo) – atua desde o final dos anos 80 no campo da videoarte, possuindo uma imensa gama de trabalhos exploratórios com o vídeo, a videoinstalação, o cd-rom e a net art. Recentemente vem se dedicando à pesquisa de dispositivos interativos na arte e também ao vídeo ao vivo.

Luiz Duva(São Paulo) –desenvolve narrativas pessoais em vídeo, bem como uma série de experiências com videoinstalações. De 2000 para cá, vem se dedicando ao exercício do VJ (o que conhecemos por vídeo ao vivo). Ele pensa esses ambientes na soma do áudio com o vídeo para uma nova dimensão de linguagem.

            Neide Jallageas(São Paulo) – experimenta formas alternativas de produção da fotografia e do vídeo a partir da performance, tendo desenvolvido ao longo dos últimos dez anos um consistente trabalho pessoal nessas áreas.

            NeoTao(São Paulo) – grupo de artistas de diversas vertentes experimentais (body-art, performance, novas mídias) que se unem sob o signo da colagem. Participam do núcleo de criação Daniel Sêda, Rogério Borovik, Paulo Costa, Filipe Espíndola, entre outros.

            Simone Michelin(Rio de Janeiro) –possui um trabalho bastante experimental com o vídeo, a videoinstalação, a videoperformance, o cd-rom, e a net art. Associa a prática estética à prática política numa única dimensão criativa de arte.

            ■Spetto (São Paulo) – trabalha com o meio digital desde 1980, e desenvolve como proposta de experimentação a software art, a animação gráfica e o vídeo ao vivo. Procura dinamizar pela colagem, reciclagem e apropriação de variados elementos das mídias de massa.

Fabio Morais utiliza em seus trabalhos fotografias apropriadas de amigos e familiares, ou de seu próprio acervo, catalogando registros das histórias pessoais. Estas imagens compõem uma documentação dos pequenos acontecimentos, relações, pessoas e momentos esquecidos no tempo. O artista então mistura técnicas de fotografia com gravura, fixa a imagem ao sensibilizar o papel fotográfico preto e branco com luz solar e faz gravuras sobre este resultado.

A exposição Retrato V.t.d. apresenta também, em contraponto à linguagem fotográfica, a linguagem escrita. Fabio utiliza livros antigos, e os transforma, rasgando e recortando suas folhas. Imagem (fotografia) e narrativa linear (livro) são unidas para simbolizar essas duas formas de registro, duas tentativas de compreender um tempo e um espaço.

 “Acho que o tema central dessa exposição é a vontade de registrar instantes da vida e retê-los, por palavras ou imagens, para poder lembrá-los depois. Fazer da retenção do instante um fetiche, um amuleto, um relicário, uma ponte de volta.” – Fabio Morais

Fabio fez sua primeira individual este ano no Sesc Av. Paulista, e já participou de diversas coletivas, entre elas: Marrom, na Galeria Vermelho; Genius Loci, Circuito Vila Buarque e Desdobramentos: Desenho no MAC de Americana.

Marcia Costa é a autora do projeto para uma parede interna da galeria.