Exposies

André Komatsu - Quando ramos são subtraídos / Rogério Canella - 30m

DE 14/08/2007 - 06/09/2007 A

 

A galeria Vermelho apresenta, de 14 de agosto a 06 de setembro de 2007, as exposições individuais simultâneas “Quando ramos são subtraídos” de André Komatsu e “30m” de Rogério Canella.

Em “Quando ramos são subtraídos”, André Komatsu (29) propõe, a partir de “Marco 1”, instalação em formato de farol no espaço central do andar térreo da galeria, uma revisão arqueológica dos conceitos que, desde os anos 60, permeiam os processos de criação artística e seus produtos. Instalação apresentada originalmente em 2006, no Projeto Bolsa Pampulha do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), “Marco 1” cria uma válvula pulsante no espaço expositivo e alude à idéia de contenção e de expansão que norteia a exposição como um todo. Como um farol que orienta embarcações, a luz emitida pela instalação, uma lâmpada de alta pressão de mercúrio giratória estabelece um ritmo que vaza para espaços não determinados previamente pelo artista, e sugere uma das camadas de interpretação em “Quando ramos são subtraídos”. Projetando luz e criando sombras, ela aponta para a história e revela a materialidade dos objetos que ocupam o cubo branco, como os restos de paredes demolidas, tijolos e blocos de cimento que compõem a série “Informe Publicitário” (2006). Sobre esses dejetos, o artista escreve palavras como “finalizado”, “novo” ou “fino” (ver imagens no PDF em anexo). Na obra, Komatsu utiliza a idéia do ready-made mas devolve ao objeto sua materialidade e história original. O significado das palavras em português aponta para atual fetichização do objeto artístico.

Já em “30m” Rogério Canella (34) apresenta 11 imagens de sua série de fotografias Linha 4, intitulada à partir da nova linha de metrô de São Paulo, que unirá a Estação da Luz à Vila Sônia, região sudoeste da cidade, e cujo percurso, segundo a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), será todo feito de forma subterrânea.

Para criar as imagens, em sua maioria grandes formatos, Canella visitou mais de doze canteiros de obra (estações e túneis de ventilação), localizados sob grandes avenidas da cidade de São Paulo. O artista se concentrou apenas na primeira das três etapas que, ainda segundo o Metrô, dividem os trabalhos dessas grandes construções. Nela, o solo é preparado e estruturas são criadas para a entrada da SHIELD, escavadeira que perfura a terra e cria os túneis que ligam uma estação à outra. Como em séries anteriores, Canella fotografa esses espaços em transição, desprovidos da presença humana. No caso da Linha 4, o artista revela ao olhar a gigantesca transformação por que passa a cidade, mas que, por ocorrer no subterrâneo, escapa à visão.

André Komatsu – Seleção de Exposições individuais: Projeto Bolsa Pampulha/ Museu de Arte da Pampulha/ Belo Horizonte/ MG; Temporada de Projetos 2006/ Paço das Arte/ São Paulo; Programa de Exposições 2005-2006/ Centro Cultural São Paulo/ São Paulo, 2006. Seleção de Exposições coletivas: Rumos Itaú Cultural Artes Plásticas 2005-2006/ Itaú Cultural/ São Paulo e itinerâncias, 2006; Vorazes, Grotescos e Malvados/ Paço das Artes/ São Paulo, 2005; Modos de Usar/ Galeria Vermelho/ São Paulo, 2003.

Rogério Canella – Seleção de Exposições individuais: Deslocamentos/ Estação Brás –CPTM/ São Paulo, 2006; Maio/ Galeria Vermelho/ São Paulo, 2005; Arqueologia de um Futuro/ FotoArte/ Galeria Rubem Valentin/ Brasília, 2004; Seleção de Exposições coletivas: 9° Bienal de Havana/ Havana/ Cuba, 2006; Paradoxos Rumos Itaú Cultural 2005/2006 Artes Visuais/ Itaú Cultural/São Paulo, 2006; Zeitgenössische Fotokunst aus Brasilien/ Neuer Berliner Kunstverein/Berlin, Kiel, Cottbus e Sindelfinger/ Alemanha, 2005 e 2006; 6°Bienal de Arquitetura/ Pavilhão da Bienal de São Paulo/ São Paulo, 2005.