Exposies

Chelpa Ferro - Jardim Elétrico

DE 10/06/2008 - 05/07/2008 A

 

Criado em 1995 pelos artistas Barrão, Luiz Zerbini e Sergio Mekler, o grupo CHELPA FERRO apresenta em Jardim Elétrico uma combinação de objetos, desenhos e instalações sonoras criadas a partir de caixas de som, lâmpadas, cabos e circuitos elétricos.

É o caso de Jungle Jam, instalação criada em 2006 para a exposição com o mesmo título, que ocorreu no FACT (Foundation for Art and Creative Technology), de Liverpool, na Inglaterra. A obra é composta por trinta motores idênticos, dispostos em linha horizontal sobre as paredes do espaço expositivo. Cada motor é conectado a um pino, e este a uma sacola. Quando ativados, os motores fazem girar os pinos e, com eles, as sacolas, que batem sobre as paredes e produzem sons.

O comando que ativa a instalação, parte de uma caixa iluminada por pequenas lâmpadas posta em um canto da sala, chamada pelo grupo de cabeção. A engenhoca controla, via programação de computador, a dinamica de ativação e desligamento dos motores. Como um maestro diante de uma orquestra, o cabeção ativa os motores em momentos diversos, criando, a partir de um mesmo elemento, ritmos, timbres e texturas sonoras variadas.

Além de Jungle Jam, o CHELPA FERRO apresenta também uma série de novos trabalhos criados a partir do mesmo princípio. É o caso de Jardim Elétrico (2008), obra que dá título a exposição composta por lâmpadas coloridas, caixas de som, bocais e circuitos elétricos.

Como afirmado pelo curador Moacir dos Anjos em seu texto para o catálogo, o grupo CHELPA FERRO “não propõe uma unificação dos sentidos com que se apreende o mundo, limitando-se a indicar a possibilidade de traduzi-los uns nos demais, sem hierarquias definidas e de forma inescapavelmente truncada. Em vez de advogar o apagamento das diferenças entre as faculdades do olhar e da escuta, o que o grupo faz é oferecer, a quem se aproxime de seus trabalhos, um embaralhamento sensorial.”

Exposição proposta pela artista argentina Ivana Vollaro, VERMELLO faz parte de uma pesquisa maior iniciada em 2000, intitulada “Projeto Portunhol” que pesquisa a mescla criada pela adaptação entre os idiomas português e espanhol.

A exposição é composta por vídeos, fotografias e objetos desenvolvidos a partir de depoimentos subjetivos, vivências e experiências de pessoas em trânsito entre a fronteira do Brasil com outros países da América do Sul cujo idioma é o espanhol.

Vollaro entende o portunhol como uma língua lúdica, divertida, inventada e que gera palavras que constantemente se perdem na oralidade.