Exposies

Lia Chaia - Baralhada

DE 29/07/2008 - 23/08/2008 A

 

As relações entre o homem, a natureza e o espaço urbano, tema recorrente na obra de Lia Chaia, aparecem nas instalações, fotografias, colagens e vídeos que compõem Baralhada, segunda individual da artista na Vermelho.

Título extraído do monte de cartas que sobra sobre a mesa após o primeiro descarte, Baralhada apresenta nove novos trabalhos criados entre 2007 e 2008, que revelam a polivalência de Chaia em lidar com diferentes suportes.

Composta por cerca de 400 bambolês, Esfinge é a instalação que ocupa a fachada da galeria e que cria uma estrutura geométrica que vibra e sugere um enigma ao olhar. Formas circulares e orgânicas reaparecem em outras obras da exposição, como Borbulhas. Nela, caixas contendo pequenas unidades circulares e recortadas em papel remetem tanto aos fluidos de uma tubulação quanto ao encadeamento que permeia as relações coletivas.

As formas orgânicas aparecem também em Pelos Tubos, instalação criada com papel de seda colado sobre a parede. Para criar o trabalho, Chaia utilizou formas retiradas de um gabarito técnico de tubos hidráulicos, construindo, sobre as paredes do espaço expositivo, uma rede de circulação. Essa tubulação, que em alguns momentos se rompe, deixa vazar o que está em seu interior.

Os elementos circulares surgem ainda no vídeo Argolas, no qual a artista cria uma coreografia de fluxos e ritmos dados pelos movimentos de seu próprio corpo. Em Ruínas a artista utiliza pedaços de mármore para abordar questões relacionadas à circularidade do tempo apontando também para os fragmentos de uma civilização despedaçada.

Além disso, Baralhada apresenta também as obras Presa Predador, escultura baseada numa antiga imagem romana; Pata de Elefante, díptico composto por fotografias de raízes que atravessam grades de ferro, e que nos permite pensar sobre o embate permanente dos seres pela sobrevivência; Ascensão, vídeo que apresenta o deslocamento das massas dentro do espaço urbano; e, finalmente, Amigos Animais, série de fotografias na qual Chaia se relaciona afetivamente com representações de animais artificiais encontrados nas ruas da cidade ou no interior das casas.

Simultaneamente, permanece em cartaz até o dia 09 de agosto, a exposição VERBO. Inaugurada durante a semana de performance que tem o mesmo título, a exposição apresenta fotos, instalações, vídeos e stills de vídeo que apontam para a tentativa do artista de colocar em perspectiva um diálogo com o observador através do seu corpo.