Exposies

Gisela Motta & Leandro Lima - Anti- horário

DE 07/03/2012 - 05/04/2012 A

 

(2012)

Simular processos ligados à vida usando sistemas, padrões, medidas, estruturas e variações, é a estratégia de Motta e Lima na exposição ANTI-HORÁRIO. A individual é composta por um conjunto de obras que sugere situações de conflito, restrição e de confinamento. É o caso de ZERO HIDROGRÁFICO, instalação cinética criada para a exposição Água na Oca [Oca, Pq. do Ibirapuera, São Paulo], em 2010. Como em obras anteriores da dupla, em ZERO HIDROGRÁFICO, a ferramenta do loop aparece como instrumento eficaz no estabelecimento de um tempo mediático específico. A partir de uma grade exata, composta por lâmpadas e mecanismos motorizados, ZERO HIDROGRÁFICO simula o deslocamento das ondas sobre a superfície do mar. A instabilidade desse sistema detona movimentos imprevisíveis e aleatórios constritos, entretanto, aos limites do cubo branco da galeria.

ANTI-HORÁRIO [2011], obra que dá título a exposição, remete ao movimento cíclico da existência humana. No vídeo, pessoas se deslocam sobre uma superfície similar a de um relógio de parede. O vídeo nasceu da intenção de Motta e Lima de sinalizar a passagem do tempo de forma precisa. Após finalizado, o que se vê é o embate do homem contra o tempo.

Em CAPTCHA [2012], frases extraídas de um diálogo do filme “2001: Uma Odisseia no Espaço", de Stanley Kubrick, foram distorcidas digitalmente para o padrão capctha: um acrônimo da expressão "Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart". Os textos foram produzidos por máquinas de bordado industrial programadas por um computador. No filme, os astronautas Dave Bownam e Frank Poole se veem à mercê do computador, que se mostra cada vez mais humano e passa a controlar a nave.

DNA [2012] apresenta imagens de lutadores de UFC [Ultimate Fight Championship] tratadas como as impressões do código genético – DNA, e remete aos fluxos de sangue no corpo humano. Já XABORI [2011], série de painéis lenticulares, revela imagens do instante de transformação do corpo nos rituais de xamanismo Ianomâmi.

Finalmente, em CALAR [2011] um casal é captado com uma câmera de termografia infravermelha - mapeamento sem contato e análise dos padrões térmicos da superfície de um objeto. Na obra, uma câmera de termovisão transforma uma radiação infravermelha invisível ao olho humano em uma imagem densa e perceptível a olho nu. CALAR revela a energia em forma de calor emitida pelos corpos que se transforma através do toque.