Exposies

Coletiva - Contra a parede

DE 26/11/2011 - 23/12/2011 A

 

(2011)

A Vermelho apresenta, de 26 de novembro a 23 de dezembro de 2011, Contra a Parede, exposição coletiva que encerra a agenda de 2011 da galeria, e que conta com obras de André Komatsu, Cadu, Carmela Gross, Chiara Banfi, Cia. de Foto, Daniel Senise, Detanico Lain, Dora Longo Bahia, Guilherme Peters, Fabio Morais, João Loureiro, João Nitsche, Lia Chaia, Marcelo Cidade, Marilá Dardot, Marco Paulo Rolla, Mauricio Ianês e Nicolas Robbio.

A coletiva Contra a Parede coloca lado a lado obras que se relacionam diretamente com as paredes do espaço expositivo. Nessas instalações, pinturas, vídeos e fotografias, as paredes do espaço expositivo interferem na construção e temporalidade das obras, questionando a idéia de neutralidade do cubo branco herdada do modernismo.

É o que ocorre em Desvio de Poder 1 de André Komatsu, instalada na sala 1 da Vermelho. Na instalação, Komatsu inverte a idéia da obra de arte finalizada e apresenta uma parede de blocos de concreto construída sobre uma grande mancha de tinta branca. Procedimento similar aparece em Novo, obra que integra a série Nova Pintura [2011] de Marilá Dardot. Nela, Dardot se apropria de palavras e frases usadas em vitrines de lojas e as aplica sobre superfícies transparentes, revelando não apenas a superfície da parede mas também o chassi que sustenta a obra.

Instalação criada por Carmela Gross, em 1997, Feche a Porta é composta por seis cadeiras de ferro articuláveis e desprovidas de qualquer acabamento. Gross retira esses objetos de grandes dimensões do chão e as instala diretamente contra a parede, alterando com esse procedimento sua função habitual.

Centenas de gotas de chuva feitas em cimento e cola invadem o espaço expositivo na instalação Toró de Lia Chaia. Instalada sobre a parede e no chão do cubo branco, Toró revela o interior das estruturas arquitetônicas, sugerindo o embate entre o concreto das grandes edificações urbanas e a natureza.

Nicolás Robbio, por sua vez, sugere com sua instalação Sem Título um espaço interditado. A instalação, semelhante a um cavalete de madeira, demarca uma região de fragilidade e de constante risco. Mil, de Daniel Senise, sobrepõe blocos semelhantes a tijolos de barro criados, entretanto, com papel aproveitado de catálogos e convites de exposições de arte.

Na instalação Mal Dito, Maurício Ianês cria um jogo de palavras escavadas diretamente na parede. Procedimento similar aparece na obra Equivalências de Cadu. Na instalação, uma ponteira em latão é ativada por um sensor de presença que desenha sobre a parede um arco. Diariamente a posição da ponteira é alterada, gerando um novo desenho a cada dia.