Exposies

El principio, el paréntesis y el fin, el telón

DE 27/11/2018 - 21/12/2018 A

 

(2018)

Tania Candiani trabalhava em sua exposição Cuatro Actos, para o Espacio Odeón, em Bogotá, quando decidiu filmar El principio, el paréntesis y el fin, el telón. A artista se debruçava sobre a linguagem teatral, sobre seus mecanismos e códigos de comunicação como estratégias para revelar e ocultar uma construção específica de realidade, quando começou a observar as cortinas de teatro como paisagens. Candiani viu nos drapeados, plissados e planos dos tecidos topografias que se assemelham a cordilheiras ou ao deserto com seus espelhismos que geram realidades óticas.

Na biblioteca do congresso americano, em Washington, Candiani foi buscar textos que investigavam as cortinas enquanto paisagens e colecionou escritos tão diversos quanto o poema épico Orlando Furioso, de Ariosto, El hombre del telón, de Leila Guerriero e Fábulas de Fredo, do fabulista romano Gaius Iulius Phaedrus, além de trabalhos de outros 5 autores.

Textos e palavras se tornaram o material de trabalho de Candiani que através de montagens, desvios e fragmentações compôs um novo texto que conduz as imagens captadas de diferentes cortinas de teatro. A artista descobriu que diferentes tipos de teatros têm diferentes tipos de cortina que, com seus métodos de descortinar específicos, provocam múltiplos efeitos de cena. Tania captou ainda os plissados das vestes de estátuas de pedra da Folger Shakespeare Library, em Washington, D.C., EUA, que se assemelham a cortinas de pedras. A sorte permitiu que Candiani registrasse o momento em que técnicos removiam e dobravam a cortina do Auditório León Greiff, da Universidade Nacional da Colômbia.

Tania Candiani dividiu o filme em três partes. Na primeira, sobre imagens de panos de cena estáticos, o texto investiga as cortinas enquanto paisagem de configurações repletas de acidentes geográficos. Na segunda, as cortinas balançam, se agitam e se abrem para revelar as cenas e seu potencial de ação para um público pronto a devorar as narrativas que de lá poderiam escorrer. Os textos aí vêm de títulos de fábulas de moral e soam agourentos, ominosos ou venturosos. Na terceira parte, findo o espetáculo, as cortinas se fecham e as luzes se acendem, revelando cortinas esquecidas, puídas, cheias de pó e feridas.

Sobre a artista
Candiani já teve sua obra exibida em importantes mostras e museus como 56ª Bienal de Veneza, como representante do México (2017), XI Bienal de Cuenca (2011), XI Cairo Biennial (2008), IV Bienal de Monterrey (2000), Krasnoyarsk Museum Centre (Rússia), Museo de Arte de Sonora [MUSAS] (México), Polytechnic Museum (Rússia), Museum of Contemporary Art San Diego (EUA), California Museum of Photography (EUA) e The Jewish Museum (EUA), entre outros.
Tania Candiani já recebeu prêmios de prestígio como o Smithsonian Artist Research Fellowship (2017-2018), Wharhol Foundation (2016), Guggenheim Fellowship (2011-2012), entre outros. Seu trabalho está presente em coleções públicas como Deutsche Bank, Museum of Contemporary Art San Diego, Perez Museum, Museo Universitario de Arte Contemporâneo (MUAC) e Museo Amparo.