Galeria

Após quinze anos de existência, a Vermelho estabeleceu-se como uma alternativa à rigidez dos espaços comerciais dedicados à arte, ao incentivar novas ideias e discursos desenvolvidos por artistas emergentes e já estabelecidos.

Projeto concebido por Eliana Finkelstein e Eduardo Brandão, a galeria foi inaugurada em 2002, após um intenso processo de reconfiguração e restauro de três pequenas casas localizadas na vila de número 350, da Rua Minas Gerais, em Higienópolis (SP). Criado e desenvolvido pelos arquitetos Paulo Mendes da Rocha e José Armênio de Brito Cruz, o projeto incorporou espaços expositivos à estrutura arquitetônica já existente, além de transformar o terreno que separa as três casas da rua em uma grande praça aberta sobre o fundo de 120m2 da fachada do prédio principal. Nessa imensa parede, já foram apresentados noventa projetos que incluem pinturas, colagens, escavações, projeções, instalações e prospecções.

Em 2007, novos espaços expositivos foram integrados ao prédio original. Também criado por Mendes da Rocha e Brito Cruz o projeto agregou à área expositiva existente a sala 3, além de um jardim externo que abriga a apresentação de esculturas e instalações. Junto a essa ampliação, também foi criado o Tijuana, espaço expositivo apto a mostrar obras de formato incompatível com o espaço tradicional, especialmente os livros de artista. Em 2009 foi realizada a primeira Feira de Arte Impressa do Tijuana, reunindo editores que se dedicam à publicação de livros de artistas e edições especiais. A feira acontece atualmente na Casa do Povo e em 2014 teve sua primeira edição internacional em Buenos Aires, aonde tem hoje uma filial fixa. A partir de 2010, o Tijuana começou a publicar seus próprios livros de artistas, através do selo Edições Tijuana.

Cabe mencionar outro projeto desenvolvido pela Vermelho, a mostra anual de performance arte Verbo, que após 10 edições, consolidou-se no calendário de eventos culturais de São Paulo. Sem fins lucrativos, tem como objetivo promover discussões, apresentar trabalhos de artistas e teóricos cujo conteúdo aponte para questões atuais que expandam o campo da performance, incluindo criadores dos campos da dança, do teatro, da literatura e da poesia. Dessa forma, é criado no espaço da Vermelho um ambiente de convivência que permite encontros e trocas de experiências entre público e artistas de diferentes procedências, do Brasil e do mundo.

O mais recente projeto da vermelho é a Sala Antonio.

A Sala Antonio, sala de projeção da Vermelho, veio para receber a produção dos artistas que têm atuado na fronteira entre o cinema e as artes plásticas. São produções que exigem uma situação especifica de exibição, seja pela duração, aspectos técnicos de produção ou formato de narrativa, que fariam esses filmes não serem devidamente apreciados em situações corriqueiras de exposições.

A criação da sala também inspirou e aproximou a galeria, cineastas e produtores de cinema, levando a lançamentos e festivais de cinema no espaço.

Artistas representados: Gabriela Albergaria, Jonathas de Andrade, Claudia Andujar, Iván Argote, Rafael Assef, Dora Longo Bahia, Nicolás Bacal, Chiara Banfi, Rodrigo Braga, Cadu, Tania Candiani, Henrique César, Marcelo Cidade, Lia Chaia, Marilá Dardot, Angela Detanico & Rafael Lain, Dias & Riedweg, Chelpa Ferro, Carmela Gross, Maurício Ianês, Clara Ianni, Enrique Ježik, André Komatsu, Cinthia Marcelle, Odires Mlászho, Fabio Morais, Marcelo Moscheta, Gisela Motta & Leandro Lima, Guilherme Peters, Rosângela Rennó, Nicolás Robbio, Edgard de Souza, Ana Maria Tavares, Carla Zaccagnini.