Exposies

DE 09/03/2017 - 08/04/2017 A

 

(2017)

Dora Longo Bahia

A Galeria Vermelho apresenta Cinzas, sexta individual de Dora Longo Bahia na galeria.

Na sala principal da Vermelho será montada a instalação Cinzas, construída a partir de ruinas de carros alegóricos do carnaval de 2016.

No hall de entrada, a artista cede parte de sua exposição para seus alunos, que montarão um estúdio na galeria, produzindo trabalhos cotidianamente.

Tendo a educação como parte de sua prática artística, Longo Bahia mantém um grupo de estudos rotativo em sua residência desde 1999. O Depois do fim da arte é formado por estudantes de diversas áreas e faculdades e por jovens artistas. Os participantes têm como prática discutir assuntos de diversas disciplinas como arte, filosofia, política e arquitetura, sempre sob a orientação de Longo Bahia. Dora já incluiu o grupo de estudantes em diversas exposições, incluindo a 28ª Bienal de São Paulo, quando cedeu parte de sua participação para a Anarcademia (antigo nome do grupo).

A mesma prática foi levada pela artista para a exposição sobre a Avenida Paulista, que o MASP organiza entre 16 de fevereiro e 28 de maio de 2017. Lá, o grupo ocupa um dos auditórios do museu com um cineclube semanal. Parte do material do cineclube será produzido pelo Depois do fim da arte no território criado por eles na Vermelho. Para ambos os projetos – na Vermelho e no MASP – Longo Bahia dividiu a coordenação do grupo com Renata Pedrosa.

Além da instalação na sala principal da galeria e da participação de Depois do fim da arte, Longo Bahia apresenta duas novas séries de trabalho e uma intervenção na fachada da Vermelho.

Pinturas
A artista selecionou pinturas de diferentes momentos de sua carreira para serem cobertas pela mesma tinta cinza que vem sendo utilizada pela prefeitura para cobrir a arte urbana pela cidade de São Paulo. Seis pinturas receberam uma camada de tinta cinza concreto, impedindo a apreciação das pinturas anteriores que ocupavam as telas.

Olimpiadas
Para Olimpiadas, Longo Bahia colecionou jornais da época das olimpíadas no Brasil e pintou sobre cada primeira página a imagem de um palhaço. São 48 pinturas, feitas sobre capas de três jornais diferentes durante 16 dias consecutivos de cobertura jornalística em torno do evento. É possível notar nas primeiras páginas desses jornais um atrito entre a cobertura das olimpíadas e da crise política brasileira. Longo Bahia tece um comentário a respeito da jocosidade – vista por muitos como uma piada de mau gosto – de se receber um evento das proporções e custos das olímpiadas, que, de certa forma, também é voltada ao entretenimento global e de massa, durante uma das maiores crises políticas da história do país.

Olipiadas
Fachada
Na fachada da Vermelho, Longo Bahia realiza uma grande pintura que tem como fundo a mesma tinta cinza utilizada nas pinturas, com um dos palhaços de Olimpiadas aplicado por cima. A intervenção ganha mais uma camada de leitura quando lembramos que sobre a parede de 109m² da fachada da galeria já foram apresentados mais de 90 intervenções de diversos artistas.

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Depois do fim da arte
ainda não

ainda não é uma proposta de ocupação do espaço da Galeria Vermelho pelo grupo de pesquisa Depois do Fim da Arte, formado por artistas, pesquisadores e estudantes de artes e cinema, e orientado por Dora Longo Bahia e Renata Pedrosa.

O grupo propõe construir um espaço de produção de trabalhos, cujo objetivo é refletir, através da prática e do debate, o lugar da arte no horizonte histórico, social e político atual. A proposta caracteriza-se como um lugar de ações temporárias, cujo desenvolvimento se dá ao longo do tempo e em um espaço aberto, tornando público os erros e acertos das propostas do grupo, bem como exercitando uma lógica colaborativa de trabalho.

Com: Andrés Suárez, Bruno Ferreira, Bruno Storni, Celso Nino, Felipe Salem, Francisco Miguez, Frederico Ravióli, Ilê Sartuzi, Isabella Rjeille, João Gonçalves, Lahayda Dreger, Marina D’Império, Pedro Andrada, Renato Maretti, Talita Hoffmann, Tomas Irici e Victor Maia.

Para a ocupação do grupo de Dora Longo Bahia, a Vermelho conta mais uma vez com o apoio da Epson. A parceria entre as duas empresas já pode ser vista algumas vezes na galeria, como na exposição Um, Nenhum, Muitos, de Carmela Gross e na Sala Antonio - o cinema da Vermelho - que conta com a tecnologia de projeção Epson.

A Epson, conhecida mundialmente pela qualidade de suas impressoras fotográficas, apresenta na Vermelho algumas de suas soluções profissionais de imagem: as impressoras SureColor® P800 e P7000, que oferecem excelente desempenho e qualidade de impressão profissional. A SureColor® P800, uma impressora de 17 polegadas, apresenta um adaptador de rolo de papel opcional de 43 cm, ideal para pinturas e gravuras em formato panorâmico até 3 metros. Junto com os nove cartuchos, este modelo é projetado para uso profissional em casa ou no estúdio. A SureColor P7000, de 24 polegadas, inclui um conjunto de tintas UltraChrome® HD com 10 cores, ideal para designers gráficos, fotógrafos, casas de reprodução e obras de arte. Finalmente, o scanner Perfection V800 Photo, com resolução de 4800 x 6400 dpi. garante cores precisas e detalhes nítidos na digitalização de fotos, negativos e slides para arquivo ou reprodução.